sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Encher a cara de um bebê


Vocês olham diferente quando eu acendo o meu cigarro
mas acham normal gente morrendo na fila de hospital
vocês olham diferente quando eu caiu no chão de um embriagação
mas acham normal a a fome no mundo
e o pobre sendo tratado como animal

Já não está na hora de perceber
tem criança lá fora vendendo seus corpos pra comer
e vocês dando a mão pra ambição
esquecendo que essa vida é uma lição
você olha,se reflete e depois da culpa vem a decepção

Vocês olham diferente pro amarelo,pro preto,pro branco
e dizem que tem emoção e ainda acreditam na porra da salvação
vocês pegam nos seus livros de purificação
viram as costas pra esse tal senhor e assassinam as ideias
e a justificação

Eu posso morrer,meu pulmão pode ser cinzas
eu posso gritar que o que resta é sonhar
eu posso beber,e encher a cara de um bebê
pra quando ele acordar não ter que viver sua sina
de respirar num país onde se abre as pernas pra conseguir
um pão nas esquinas.

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